31/07/2008
PMBOK ® não basta: Entendendo como a Cultura e o Poder afetam os projetos.
30/07/2008
Diógenes, o Cínico
E assim eram conhecidos os "discípulo de Antístenes". Primeiramente porque o local das aulas de Antístenes era um ginásio chamado Cinosarges. Já era suficiente para o povo fazer o trocadilho e chamar os alunos de cínicos.
Antístenes, discípulo de Sócrates, viu o seu mundo cair após a morte de seu mestre e a queda de sua cidade, Atenas. Então, adotou uma vida simples e entre os pobres trabalhadores, se distanciando do meio aristocrático do qual estava acostumado. Abriu uma escola filosófica em um ginásio fora de Atenas, onde pregava a superioridade da virtude e a inutilidade das coisa materiais. Felicidade, em seu ponto de vista, não tem nada a ver com prazer ou riqueza, mas sim com a pureza da alma e a liberdade de não se sujeitar à tirania dos desejos.
Antístenes conquistou seu quinhão de pupilos, entre os quais destacou-se Diógenes, o qual seguiu a filosofia à risca, o que chocou as pessoas, pois ele mal tomava banho, se vestia de trapos, comia alimentos degradantes, morava numa tina de barro e fazia atos obscenos publicamente. E na visão deles, Diógenes era o verdadeiro cínico .Cínico vem do grego Kinikos que queria dizer "como um cão". Diógenes e os demais discípulos acharam que o novo trocadilho também caía bem, e se orgulharam ainda mais do termo.
Quando perguntavam à Diógenes o que tinha feito para que o chamassem de cão, ele respondia:
Diógenes pregava a conaturalidade entre os homens. A igualdade de todos por natureza. Quando perguntado de que estado pertencia, ele dizia:
Diógenes lhe respondeu:
Mais tarde, Alexandre disse:
"Se não fosse Alexandre, eu queria ser Diógenes”.
Mesmo com um grande personagem de poder o admirando, o povo ateniense o achava presunçoso e hipócrita. Sustentar uma idéia ou pensamento diferente de todos que estão à volta é algo muito arriscado, principalmente quando se provoca o choque. Sócrates morreu por isso, Diógenes foi repudiado pelo mesmo motivo.
Porém, os cínicos tinham uma filosofia valiosa que atravessou os tempos. E nos ensinam que nada é mais importante que os princípios que carregamos, principalmente se forem simples, sem preconceitos e universais. Eles devem ser inabaláveis e estensíveis a todos.
Veja o texto abaixo, e confira que qualquer semelhança com as posições corporativas de poder atuais, não é mera coincidência:
"Estava Diógenes jantando seu costumeiro prato de lentilhas, quando Arístipos se aproximou. Arístipos, de Cirene, era também filósofo, adepto do prazer como único bem absoluto na vida. Para poder levar uma vida confortável, vivia sempre bajulando o Rei.
Disse, então, Arístipos a Diógenes:
Por sua vez, Diógenes retrucou:
28/07/2008
BSC - Balanced Scorecard
Balanced Project Management:
Gerenciamento de Projetos
por Cristiano Leite
O Balance Scorecard é um sistema de gestão estratégica utilizado para administrar a estratégia
a longo prazo, traduzindo essa estratégia e sua visão em objetivos e medidas tangíveis. De
acordo com Kaplan,
“O Balanced Scorecard capta as atividades críticas de geração de valor criadas por funcionários e executivos capazes e motivados da empresa. Preservando o interesse no desempenho de curto prazo, através da perspectiva financeira, o BSC revela claramente os vetores de valor para um desempenho financeiro e competitivo superior a longo prazo”
(KAPLAN, Robert e NORTON, David. A Estratégia em Ação: Balanced
Scorecard. São Paulo: Editora Campus, 1997.)
26/07/2008
Tornando seus objetivos claros e específicos
Seja breve na descrição dos objetivos. Se vc toma uma página inteira para descrever um simples objetivo, a maior parte das pessoas não irá lê-lo ou compreendê-lo.
Não use jargões técnicos. Jargões técnicos não são universalmente conhecidos. Pessoas de diferentes departamento, áreas e empresas utilizam uma mesma palavra com significados diferentes.
Faça um checklist SMART:
- Specific (Específicos): está em um nível de detalhe que não há espaço para diferentes interpretações?
- Measurable (Mensurável): está especificada uma medida ou um indicador para determinar o atingimento do objetivo?
- Agressive (agressivo) ou Attainable (atingível) - esse objetivo encoraja a equipe a sair da sua zona de conforto?
- Realistic (realista): A equipe acredita que poderá atingir esse objetivo?
- Time-sensitive (considerãção de tempo): Há uma data para a entrega?
Faça seus objetivos controláveis. Tenha a certeza que vc e sua equipe podem influenciar o sucesso de cada objetivo. Se vc não tem a certeza disso, não se comprometa. Saiba diferenciar desejo de objetivo.
Identifique todos os objetivos. Tempo e recursos são sempre escassos, então mapeie tudo q vc tem que atingir para planejar adequadamente e minimizar surpersas .
Tenha a certeza que os patrocinadores e os apoiadores do projeto estão de acordo com os objetivos. Isso gera confiança no sucesso do projeto.
25/07/2008
Hoje é Sexta-Feira!!!
Lição de Henry Kissinger
Qdo Henry Kissinger deixou o governo e voltou à universidade para ser professor, ocorreu um fato que ficou muito famoso no mundo acadêmico e, posteriormente, no mundo dos negócios. Um dos seus alunos entregou o seu trabalho de conclusão de curso. Kissinger recebeu o material.
Quatro dias depois, o aluno retornou e perguntou sobre o trabalho, queria saber o que ele tinha achado. E Kissinger disse ao aluno com pouco caso: "Esse é o melhor que você pode fazer?". O garoto ficou preocupado, afinal tinha se dedicado muito a isso. Mas, pediu mais uma chance.
O aluno foi pra casa, trabalhou, buscou mais informações e enriqueceu o seu trabalho. Levou um bom tempo, mas concluiu e levou para o professor. Quatro dias depois, mais uma vez, o aluno voltou ao escritório do famoso professor e perguntou sobre o seu trabalho. Kissinger disse com ar grave: “Vc tem certeza que é o melhor que pode fazer?” O aluno ficou receoso ao ver o professor irritado, se sentiu mal, repensou rapidamente em todo o seu trabalho, e pediu uma última chance, dizendo que dessa vez não iria decepcionar.
O aluno estudou mais, validou com outros colegas, passou noites em claro, corrigiu alguns erros, e chegou no limite de não ter mais inspiração. Mesmo assim, insistiu e buscou informações aqui e ali, tentou alguma coisa mais, melhorou um pouco e concluiu o seu trabalho. Voltou ao escritório de Kissinger, ainda com sintomas das longas noites de estudo: "Professor, está aqui o meu trabalho". Dessa vez, o professor, surpreendentemente, no mesmo instante perguntou: "Esse é o melhor que você pode fazer?" O rapaz vendo a impaciência do professor, melindrou, mas lembrou do seu esforço, das noites em claro, se irritou, não pensou duas vezes e disse: "É, sim senhor! Pode ter a certeza que sim!". E o professor: "Ah, então agora finalmente vou começar a ler".
Kissinger, durante a sua vida, recebeu muitos relatórios, trabalhos e projetos de várias fontes, freqüentemente de muita importância. Ele lia todos, porém somente uma vez.
24/07/2008
MATERIAL DE ESTUDO - PMP
Segue abaixo um bom material para orientação. Faça o download do arquivo e tenha uma idéia do que envolve tudo isso.
RESUMO MATERIAL DE ESTUDO PARA PROVA DE CERTIFICAÇÃO PMP
23/07/2008
O que podemos aprender com Sartre e Heidegger?
"Eu me lembro do dia que percebi que o mundo estava ficando estranho e imprevisível ...nem mesmo as abordagens convencionais de previsão de mercado estavam funcionando mais.
Isso foi em maio de 1985. Eu fazia parte de uma equipe que analisava os resultados de uma pesquisa nacional sobre os hábitos e consumos dos americanos. O programa era chamado de Values and Lifestyles (VALS) e era baseado na hierarquia de necessidades de Abraham Maslow e na teoria e prática de segmentação de mercado a qual vinha sendo utilizada por 20 anos.
Mas, pensando mais humanamente, percebi que foi uma boa notícia para o espírito humano. Essa tendência mostrava que a liberdade estava "flexionado seus músculos". As pessoas estavam se comportando menos previsíveis. Elas estavam acabando com os estereótipos.
Como fui treinado como filósofo, imediatamente saquei o que estava acontecendo. Os consumidores americanos, sem influência direta de Jean-Paul Sartre ou Martin Heidegger, tinham descoberto, naturalmente, algo que esses filósofos chamaram de liberdade existencial.
Atualmente, não conheço nenhuma sistemática de segmentação ou análise de mercado que seja gerenciada que capture padrões de comportamento de uma maneira confiável.
Essa realização tem implicações q transcedem o marketing. Para as empresas, manter consumidores menos previsíveis que os consumidores tradicionais requer uma capacidade de inovação.
A economia tradicional de produção sempre atuou no campo da previsão já q operava no reino da necessidade. A nova economia, diferentemente, atua no reino da liberdade.
O existencialismo é a filosofia que ressalta a importância e a robustez de uma escolha individual. Em um mundo onde temos que realizar muitas escolhas com poucas orientações, o existencialismo oferece uma abordagem interessante — talvez a única:
Por exemplo, no Vale do Silício, há um ditado:
Isso é puro existencialismo!
Não há como ser todas as coisas para todas as pessoas. Precisamos saber dizer "não" para algumas possibilidades, a fim de atuar estratégicamente.
Os antigos filósofos, particulrmente Aristóteles, entendiam a mudança como um crescimento biológico:
Por exemplo, uma semente de um carvalho, ao crescer, não pode ser nada mais do que um carvalho. É a sua essência. A semente não tem a opção de se reinventar. Isso basicamente mostra o que eles chamaram de essencialismo.
O termo existencialismo ganha significado quando em contraste com o essencialismo.
Adotar o essencialismo nos seres-humanos é aceitar a direção de um caminho pré-determinado. O existencialismo, o contrário.
O estrategista existencial planeja cenários para lidar com a liberdade. Ele cria uma gama de possibilidades para o bem ou para o mal.
Heidegger argumentava que o senso de nossa própria mortalidade poderia modelar o nosso senso de fragilidade das nossas premissas. E o desenvolvimento de melhores e piores cenários poderiam nos acordar para o precioso sentido da vida, pois gera motivação e inspiração para o sucesso.
Estratégia & Competitividade
O futuro, de acordo com a filosofia essencialista, é como um tapete oriental ainda enrolado: o conceito está lá, vc somente não pode vê-lo. E como todo tapete oriental, seu conceito provavelmente é repetitivo. Regras tradicionais. O passado governa o presente. Não há grandes surpresas.
Para um existencialista, o futuro é um campo aberto, indeterminado de possibilidades ainda não testadas. Para eles, a existência precede a essência. Isso não quer dizer que ninguém possua uma essência. Mas, sim que a essência dos seres-humanos livres é conquistada, atingida em vez de prescrita.
Você passa a ser resultado de suas decisões. Não há crises de identidade. Você não é resultado somente dos genes que herdou, ou das circunstâncias as quais envolveram seu nascimento. Mas, também, é resultado do que vc escolheu fazer com tudo isso, outro objeto de liberdade existencial.
Urgências
Tal situação de mudança constante, sem padrões, irão clamar cada vez mais pelas estratégias que deveriam ter sido desenvolvidas antes dos momentos de urgência. Planejamento de cenários devem estar inseridos nessas estratégias, caso contrário, há grande risco de, rapidamente, a estratégia não ser mais autêntica.
Mas, como poderia imaginar um cientista do séc. XIX prever algo como velocidade de Gb/s, engenharia genética, céluas de combustíveis, telefone celular e etc? Se aprecia essa falta de previsão, vc está em uma posição que possa apreciar uma estratégia existencial.
Abandonar o essencialismo do futuro, previsível por princípio, é assumir a necessidade de uma série de orinetações para tomar decisões dentro de uma gama de possibilidades.
Como filosofia, o existencialismo ressalta que nós temos escolhas limitadas. E nos impulsiona a abandonar as velhas restrições impostas pelas tradições e adotar novos formatos.
No seu texto clássico de gerenciamento "In Search of Excellence: Lessons from America’s Best-Run Companies (Harper & Row, 1982), Thomas J. Peters e Robert H. Waterman Jr. definiram que o trabalho de um gerente deve ser o “meaning making”, ou a "contrução significativa", ou "o fazer com relevância". Os filósofos existencialistas elaboraram algumas idéias que têm imediata relevância às práticas estratégicas: a finitude, o ser em direção à morte, o cuidado,
o estar-lançado e a autenticidade.
Finitude
É o princípio existencial mais próximo da noção convencional da estatégia corporativa, o que dificulta as decisões já que não se pode fazer todas as coisas. De fato, nessa vida efêmera, você pode terminar praticamente tudo, mas não fazer de tudo. Não há tempo. Se vc escolher ser açougueiro, não pode ser padeiro. Não há tempo. Entender a finitude ajuda ao estrategista existencial focar nas contrapartidas que a organização enfrenta: "Podemos ter o preço mais baixo ou a qualidade mais alta, mas dificilmente os dois. Há escolhas que precisam ser feitas".
Nem todas as boas coisas andam juntas. Se vc não estiver dizendo "não", não estará agindo estrategicamente.
A IBM teve uma decisão estratégica decidiu sair do mercado de consumo para concentrar no mercado de serviço. A Hewlett-Packard Company cortou a Agilent Technologies Inc. pois medir e testar não era a sua competência principal.
Ser em direção à morte
Se acha que vc é imortal então vc deve agir como se tivesse tempo para tudo. Mas, se vc pegar o sentido existencialista, cada dia da sua vida ganha uma preciosidade e um sentido de urgência existencial enormes.
A National Education Association (NEA) — reconhecida pelo seu hiper-conservadorismo - viu-se em dissolução após perder a sua sede. O presidente da NEA disse: "Se não mudarmos a maneira que fazermos negócio, estaremos fora em 10 anos" - declaração impensável uns anos antes deles virem o fim tão próximo. Encarar a morte nos olhos não é fácil. Mas, é necessário! Isso ajuda a antecipar-se aos desastres e valorizar as paixões além da auto-satisfação.
Cuidado (care)
Heidegger focou o cuidado como algo que diferencia os seres-humanos das criaturas puramente cognitivas, Cartesianas. Pensamos, calculamos e cogitamos diferentemente dos computadores. Meu computador não se importa com nada. Um faca é boa para cortar, um computador é bom para calcular. Cada um com a sua função. E eu, em que sou bom? Se o significado de cada vida pudesse ser resumido em funções, nos tornaríamos algo como uma ferramenta, um mero meio para os fins. E o desejos, vontades das pessoas envolvidas? Isso não pode ser ignorado. Ainda mais para um existencilista, que valoriza o poder de inovação, liberdade de se reinventar.
As organizações precisam se reinventar... ou morrer.
Estar-lançado
É claro que as empresas não podem se reinventar do nada. Não se pode ignorar nesse momento o histórico. A IBM não vende comida de cachorro. Heidegger chamou isso de condição não-determinística, Geworfenheit, estar-lançado, carregando coisas do passado. Cada um de nós herdou muito dos nossos pais, da nossa cultura, da comunidade. Mesmo para as maiores empresas, extrapolar do passado é um guia pobre para o panejamento estratégico. Cenários pessimistas e otimistas baseados nos elementos presentes mostram oportunidades recompensadoras e, ainda assim, uma vasta possibilidade.
Autenticidade
É uma forma de ser verdadeiro consigo mesmo. Mas, cuidado pq para o existencialista pode representar uma não verdade de sua essência. Autenticidade demanda fidelidade com o seu passado, mas tb abertura de possibilidades para o futuro. É fazer escolhas e tomar responsabilidade por elas.
Se vc tenta ser verdadeiro em sua essência - sua competência principal - então vc negará a sua liberdade. Caso contrário, vc é livre para fazer o que quiser, caso esqueça o seu 'estar-lançado'. Nós carregamos um passado que não podemos ignorar. As habilidades que aprendemos, as competências que atingimos, as direções e poderes utilizados no presente, devemos levar para o futuro.
Resources Stuart Crainer, “The Days of Futurists Past,” s+b,Third Quarter 2000; www.strategy-usiness.com/press/article/19811 David K. Hurst, “Learning from the Links: What Systems Thinking Teaches about Golf and Management,” s+b,Fourth Quarter 2000; www.strategy-business.com/press/article/14057
Art Kleiner, “The Man Who Saw the Future,” s+b,Spring 2003; www.strategy-usiness.com/press/article/8220 Randall Rothenberg, “Arie de Geus: The Thought Leader Interview,” s+b, Second Quarter 2001; ww.strategy-business.com/press/article/17421
