14/06/2011

Moralidade na tecnologia

"A indústria da tecnologia precisa pensar longe e muito sobre ética" -  Damon Horowitz, um Googler.


Horowitz, atualment, é  diretor de engenharia no Google. Mas, tb é Ph.D. em filosofia e segura o título de “in-house philosopher” na gigante empresa de busca. E ele palestrou no evento TEDx Silicon Valley em Stanford University, onde ele ofereceu uma nuance mais leve da visão do famoso mantra do  Google “Não seja má" - geralmente usado para atacar a empresa quando ela comete algo considerado antiético.

Para ilustrar como a ética está se tornando sucinta no mundo tecnológico, Horowitz perguntou ao público se ele preferia o iPhone ou o Android. E a maioria votou no iPhone. E ele brincou falando que todos eram “suckers”, pois preferiram um equipamento mais bonitinho. E, então, ele perguntou se seria uma boa idéia tirar dados de um telefone de uma pessoa da audiência em troca de uma oferta de vários serviços legais, ou se preferiam deixá-lo isolado. A maioria votou em deixá-lo isolado. E finalmente, Horowitz quis saber se as pessoas do público usariam as idéias propostas por John Stuart Mill ou por Immanuel Kant para tomar decisão. Não sendo nenhuma surpresa, ninguém tinha idéia alguma do que ele estava falando.

“Isso é um resultado terrível ” disse Horowitz. “Nós temos opiniões mais fortes sobre nossos aparelhos telefônicos do que um estrutura de trabalho moral que deveríamos utilizar para guiar nossas decisões."

A resposta óbvia é que os fabricantes de tecnologia não estãos dispostos a pensar na moralidade de seus produtos. Eles apenas constróem e deixam que as pessoas que se preocupem com a ética. Mas, Horowitz fez notar o Projeto Manhattan, onde físicos desenvolveram a bomba nuclear, como um explo óbvio onde os tecnólogos deveriam ter pensando sobre as dimensões morais de seus trabalhos. Ou seja, ele argumentou que os fabricantes de tecnologia deveriam estar pensando muito sobre seus "sistemas de operação moral" como seus sistemas de operação de celular.

E Horowitz começou a falar de como diferentes filósofos tentaram avaliar a moralidade . Em suma, ele constrastou Mill, que argumentava que as ações deveriam ser julgadas com base se elas maximizavam prazer e minimizavam dor, com Kant, que argumentava que existiam ações intrinsicamente erradas, independente dos resultados. Horowitz mostrou que filósofos vem lutando com essas questões durante milhares de anos.

“Ética não é fácil” Horowitz said. “Ética requer pensar.

"Mas, é o pensar de qualquer pessoa sã" . Horowitz citou a escritora  Hannah Arendt, que ao escrever sobre o Nazista Adolf Eichmann, argumentou que o maior mal do mundo não vem das más intenções, mas do "não pensar".

Para encorajar que o público começasse a pensar mais sobre a moralidade de suas decisões, ele pediu 30 segundos de silêncio, e que todos lembrassem de sua última decisão ao tetnar fazer algo correto. E que pensassem se foi certo ou errado o que haviam decidido

“Este é o 1º passo em direção a assumir responsabilidades sobre o que devemos fazer com a nossa força"  Horowitz complementou: “Nós temos tanto poder hoje. E é com a gente mesmo imaginar o que fazer com isso"

[image via TEDx SoMa]

30/05/2011

Gerência de Requisitos: a bala de prata para desvios de projetos

Em um projeto de consultoria q excedeu sua estimativa, o cliente insiste que o fornecedor absorva os custos extras. Quem paga?
Depende de como o contrato foi redigido. Mas, provavelmente o cliente está correto. Até porque a maioria das empresas de consultoria seguem a filosofia que "o cliente sempre tem a razão". Para os consultores executores, dói quando isso implica em perdas financeiras de um projeto que não atingiu seus objetivos de prazo.
Quando o cliente é interno, o orçamento do departamento sofre, mas a empresa como um todo pode contornar a situação. Agora quando é para um cliente externo... isso não fica bem.

Por isso é importante para o gerente do projeto a leitura do contrato detalhada.
O contrato deve mencionar os requisitos funcionais que descrevem o que o novo produto ou serviço deve oferecer para o cliente. E também, os requisitos técnicos que declaram os padrões de desempenho, compatibilidades, tamanhos e formas esperados. Por isso, é importante que sejam específicos e detalhados de forma objetiva.

Contratos geralmente são ignorados. Muitos gerentes de projetos acham que as cláusulas são de responsabilidade da parte jurídica ou financeira ou outra área qualquer, e não considera os impactos que o tipo do contrato pode ocasionar no sucesso financeiro de seus projetos.

Por exemplo, se o contrato prevê Preço Fixo, o consultor-GP estará comprometido legalmente a entregar o produto ou o serviço em um preço definido, independente do custo que possa ter. Basicamente, o fornecedor tomou a decisão de assumir o risco para si dos desvios de planejamento em termos de custos extras, sejam eles não planejados ou mal estimados. Nesse caso, o cliente está dentro dos seus direitos legais em insistir que a consultoria cubra os custos adicionais.

Todo gerente de projetos tem a melhor das intençoes qdo realiza estimativas. Mas, isso não basta. é importante que os requisitos dos clientes estejam desenvolvidos, e inclui-los no contrato, e a partir daí, conhecer e participar dos arranjos contratuais realizados pelas partes negociadoras. Somente assim o gerente de projetos entenderá os impactos reais nos momentos de desvios de projeto.

Se vc ler um contrato e perceber que não há parte sobre requisitos, saiba que prováveis problemas terá que enfrentar.

19/05/2011

Soldados podem lidar com a mudança, mas não com a incerteza



É importante fazer com as pessoas entendam a estratégia e a mensagem. E também se posicionar à frente delas para que possam entender a missão também.

Em uma entrevista, Colin Powell foi perguntado qual seria a coisa mais importante, e ele respondeu: “A coisa mais importante é que as tropas têm que entender para onde elas estão indo".

As pessoas não gostam de mudanças, mas elas conseguem gerenciar isso. O insuportável é a incerteza. E o trabalho atual das lideranças é eliminar incertezas.
 

Baseado em INSTANT MBA, advice from James J. Schiro, CEO of Zurich Financial Services:

16/05/2011

O maior dos ativos




“Certa manhã, na redação da extinta revista Manchete, seu fundador, Adolpho Bloch, estava junto à sua equipe de fotógrafos, vendo umas imagens premiadas pelo mundo.

Um dos fotógrafos comentou:

- Pô! Mas, também, o senhor tem que ver o equipamento deles! Só usam máquinas fotográficas de última geração!

Foi quando o sr. Adolpho, pegando no bolso sua caneta Montblanc de ouro, disse:

- Se vc pensa assim, então segure isso e me escreva uma linda poesia. “

Empresa Good To Great

Empresas “Good-to-Great” constroem um sistema consistente com restrições claras, porém dão liberdade e responsabilidade às pessoas dentro da estrutura de trabalho. Contratam pessoas auto-disciplinadas que não precisam ser gerenciadas. Então, gerenciam o sistema, e não pessoas. Essas pessoas também possuem a disciplina do pensamento, confrontam os fatos brutais da realidade, e ainda, têm fé que caminham na trilha da grandeza com ações disciplinadas”. [Livro Good-to-Great – Capítulo 6]


Lição de Henry Kissinger



Qdo Henry Kissinger deixou o governo e voltou à universidade para ser professor, ocorreu um fato muito famoso no mundo acadêmico e posteriormente no mundo dos negócios. Um dos seus alunos entregou o seu trabalho de conclusão de curso. Kissinger recebeu o material. Quatro dias depois, o aluno retorna e pergunta sobre o trabalho, queria saber o que ele tinha achado. E Kissinger disse ao aluno com pouco caso: "Esse é o melhor que você pode fazer?". O garoto ficou preocupado, afinal tinha se dedicado àquilo. Mas, pediu mais uma chance.

O aluno foi pra casa, trabalhou, buscou mais informações e enriqueceu o seu trabalho. Levou um bom tempo, mas concluiu e levou para o professor. Novamente, quatro dias depois, o aluno voltou ao escritório do famoso professor e pergunta sobre o seu trabalho. Kissinger disse com ar grave: “Vc tem certeza que é o melhor que pode fazer?” O aluno ficou receoso ao ver o professor irritado, se sentiu mal, repensou rapidamente em todo o seu trabalho, e pede uma última chance. Que dessa vez não iria decepcionar.

Estudou mais, validou com outros colegas, passou noites em claro, corrigiu alguns erros, e chegou no limite de não ter mais inspiração. Mesmo assim, buscou aqui, ali, tentou alguma coisa mais, melhorou um pouco e concluiu o seu trabalho. Voltou ao escritório de Kissinger, ainda com sintomas das longas noites de estudo: "Professor, está aqui o meu trabalho". O professor no mesmo instante perguntou: "Esse é o melhor que você pode fazer?" O rapaz, sabendo do seu esforço, se irritou, não pensou duas vezes e disse: "É, sim senhor! Pode ter a certeza que sim!". E o professor: "Ah, então agora eu vou começar a ler".

Kissinger durante a sua vida, recebeu muitos relatórios, trabalhos e projetos de várias fontes, frequentemente de muita importância. Ele lia todos, porém somente uma vez.